Vejam só, John Rico resolveu retornar ao início e escrever crônicas novamente!
Bom, hoje eu começo pela popularidade de autores... Sim, pois veja só, hoje em dia o nome está sendo muito mais levado em conta do que o conteúdo.
Lá esta Carlos Drummond de Andrade sem nada pra escrever, cansado de ter que inventar poemas. Ele olha pra rua e vê um carro parado e escreve: "Stop. A vida parou ou foi o automóvel?"
Pronto, está feito o sucesso, milhões de livros vendidos, de poemas lidos, fãs enlouquecidas cortejando à este gênio da poesia moderna. Ele merece um prêmio, não o melhor dos prêmios! Ele conseguiu fazer de uma palavra estrangeira, dois substantivos simples, dois artigos definidos e uma conjunção um clássico!!! Uniu duas frases sem graça e sem sentido, concebidas em uma tarde monótona e fez uma poema repetido em diversas escolas do brasil e do mundo e para ele até um termo foi desenvolvido, "poemas-pílula", que seria empregado em todos os poemas curtinhos de um ou dois versos.
Maravilhoso, grandioso? Claro, era Drummond!
John Rico se acorda, levanta e vai escovar os dentes, olha para o espelho e vê um adolescente que tende à negar o passado. Pensa um pouco, se arruma para a escola e no meio do caminho vê um carro passando... pensa em como seria uma continuação ao famoso poema que fora estudado na aula anterior. John olha para um carro e recita: "Stop disse Drummond/Agora start the life/Ou foi o carro que andou?"
Veja, eu usei quatro palavras estrangeiras, um nome próprio, três verbos, um artigo, uma conjunção e um adverbio. Usei quase o dobro do que Drummond, mas o que eu ganhei com isso? Publico isso nesse blog para meia dúzia de leitores que dirão: "Ei! Estás copiando Drummond!" Ou mandar para um jornal sensacionalista que publicará talvez uma nota de rodapé com meu poema.
O caso é que eu não sou Drummond, se eu tivesse alguma ligação sangüínea, talvez, mas como não tenho meu destino é padecer escrevendo poemas que ninguém lê. E se lê diz que é "coisa de novato".
Então pessoal, o segredo é, se você não for conhecido, mude seu nome! Claro, você deve estar pensando que é difícil. Diga que você é um escritor fracassado e que se tivesse um nome diferente seria muito útil para a literatura pós-modernista, você terá mais ou menos a mesma probabilidade de um dado com cem faces pender à um numero par menor de vinte. E isso é uma grande chance. Claro que você também pode escrever em um blog com um pseudônimo estúpido rezando para que algum dia um Veríssimo da vida lhe encontre e diga que você tem potencial para desbancar uma coletiva de nerds estúpidos...
Bom ou mau, sei lá, mas que você via ter história para contar você vai...
Essa é mais uma crônica de John Rico Master, se leu comente, se não leu... leia e depois comente! Até mais galera!!!